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segunda-feira, 22 de novembro de 2010, 14:31 Conheça o Kia Cadenza

O Kia Cadenza é moderno, espaçoso, bem equipado, tudo embalado em estilo próprio e original. O responsável por tamanha atitude é considerado uma das estrelas atuais do design. Peter Schreyer, o alemão que os coreanos tiraram a peso de ouro da Audi, tem a missão de coordenar os três centros de design da marca (Seul, Frankfurt e Los Angeles). Até agora, Schreyer tem mostrado que dá conta do recado. Sua primeira tacada foi o estiloso Soul. Resultado: nos salões, basta sua presença para tornar o antes desprezado estande da Kia passagem obrigatória. “Nossa intenção foi fazer um sedã que fosse ágil e confortável, com um estilo ao mesmo tempo sofisticado e simples”, disse Schreyer, referindo-se ao Cadenza, no Salão de Genebra.

Kia Cadenza
Kia Cadenza
Apesar dos seus 1575 kg, acelera de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos


O conjunto formado por faróis e lanternas esculpidos em relevo, teto desenhado em arco, curvas e vincos distribuídos ao longo da carroceria, duas enormes saídas de escapamento e rodas de liga leve aro 17 com 15 raios é de causar impacto logo à primeira vista. Sem representar nenhuma revolução, o Cadenza se apresenta com um bom pacote de modernidades. A partida é feita com a chave no bolso, apertando-se um botão no painel. Os faróis têm seus contornos marcados por leds. Há câmera para manobras de ré, mas o grande diferencial é o sistema de alerta para invasão de faixa. A partir dos 60 km/h, ele consegue diferenciar faixas brancas das amarelas, sinalizando respectivamente, com um ou dois toques sonoros e visuais por segundo, caso uma delas seja interceptada.

 

A cabine deixa para trás a imagem dos coreanos da década passada, com materiais de aparência simples e de baixa durabilidade. Segundo o site americano Edmunds, um Opirus (conhecido lá como Amanti) valia menos que um terço do seu valor em cinco anos. Só para comparar, um Honda Accord desvalorizava apenas metade. Na batalha para reverter esse quadro, o Cadenza subiu para valer a barra da qualidade. Do revestimento do volante, que agora é de couro legítimo, ao desempenho, os sinais apontam para um novo padrão de imagem. Para ajudar, a garantia de cinco anos oferecida em mercados como o brasileiro.


Kia Cadenza
Kia Cadenza


Quando o assunto é espaço, o entre eixos de 2,85 metros (2 cm a menos que um Classe E e 4,5 a mais que o Opirus) o deixa em posição confortável. O acabamento tem caprichos como console de alumínio escovado e couro nos bancos. Do volante dá para comandar o som (com CD player, MP3 e entrada USB e para iPod) e falar ao telefone, sem tirar as mãos da direção. O ar-condicionado tem regulagens separadas para os dois lados da cabine e o ar passa por uma ionização para purificá-lo. O motorista conta com ajustes elétricos e opção de aquecimento e resfriamento, e quem viaja atrás também pode ajustar o banco.

Kia Cadenza
Os luxos do Cadenza incluem volante com aquecimento e CD player para seis discos
Kia Cadenza
A chave fica no bolso: é só entrar e apertar o botão
Kia Cadenza
Ajuste elétrico para bancos e espelho
Kia Cadenza
Além do sensor traseiro, há ainda a câmera de ré
Kia Cadenza
Espaço para 451 litros de bagagem


No trecho da autoestrada, eu piso mais forte no acelerador. A resposta é um carro estável puxado por um motor que trabalha (e bem) em silêncio. Quando entrou na cidade, submeti o sedã de quase 5 metros a uma vaga espremida. E ele passou pelo desafio numa boa. Ponto para a câmera de ré.


O Cadenza faz 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e atinge 230 km/h. Esse V6 é o primeiro da Kia com injeção direta e dual CVVT (tempo variável de abertura de válvulas para admissão e escape), com reflexos no consumo. Segundo a montadora, o consumo médio é de 9,3 km/l de gasolina. São boas marcas para um peso-pesado com 1.575 kg e 4,97 metros de comprimento. Em breve virá uma versão econômica, com 2,7 litros e 200 cv.

Kia Cadenza
O V6 3.5 de injeção direta produz 290 cv


Veredito


Com estilo próprio, motor potente e conforto de sedã de luxo, o Kia Cadenza poderá atrair quem busca um carro equipado e bem acabado, sem pagar o preço de um sedã alemão.



Fonte: Revista Quatro Rodas



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